Maio 27, 2008...1:16 am

Crítica: “Nothing But The Best”, Frank Sinatra

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Com o aniversário de 10 anos da morte de Frank Sinatra, mais um tributo foi lançado para este que foi um dos principais artistas do século XX. “Nothing But The Best” justifica o título com grandes canções, mas poderá não agradar a todos fãs de carteirinha de Sinatra.

Isso porque o disco não inclui alguns clássicos como “The Lady Is A Tramp”, “Witchcraft”, “I’ve Got You Under My Skin”, “I Get A Kick Out Of You”, entre outros. Mas, se considerarmos a coletânea uma reapresentação do trabalho de “Blue Eyes” para as novas gerações, “Nothing But The Best” funciona direitinho.

O disco é um apanhado de 22 músicas, que inclui parcerias que deram muito certo durante a carreira do cantor. Exemplo: o trabalho com o maestro Antonio Carlos Jobim. A parceria entre Sinatra e Tom aparece em “The Girl From Ipanema”, um momento antológico. O trabalho conjunto com a orquestra de Count Basie é também lembrado nas ótimas ”The Good Life” e “The Best Is Yet To Come”.

Ao lado das mais manjadas (“Theme From New York, New York”, “Strangers In The Night”, “Fly Me To The Moon”, “Summer Wind” e “Come Fly With Me”), um presente para fãs de todas as gerações: a inédita “Body And Soul”, com o filho Frank Sinatra Jr. regendo a orquestra na canção.

Ao terminar de escutar “Nothing But The Best”, fica aquela sensação de que podem ter se passado 10 anos da morte de Sinatra, mas você vai achar que não. Isso porque a voz dele não envelhece e por mais que essa definição caia em lugar-comum, verdade precisa ser dita: Sinatra continuará sendo a “voz” por muitos anos. Para quem ainda tem alguma dúvida sobre isso, escutar “My Way” é um agradável exercício para confirmar a força do nome “Frank Sinatra”, até os dias de hoje.

Classificação: Nota 3,5 de 5.

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